A dor

Professora humana, detentora de razões para existir;

Ou apenas, uma consequência de ações.

Intrínseca ao próprio viver, coexistente desde o início da vida.

Presente às vezes até quando ausente;

Uma constante neste mundo.

Não há cursos que te preparem para sentir

Nem conselhos que a arranquem.

É preciso coragem para encará-la de frente,

E impulso para transformá-la.

Conhecer os caminhos que a trouxeram, para desvendar suas bases,

Ou apenas, inevitavelmente senti-la até a última gota.

E quando a última gota de dor evaporar-se no tempo

Num respiro de alívio

Renascer um novo ser.

E aprender a reconhecer o seu poder transformador.

Validar a sua dor também é crescer.

E descobrir outras formas de sentir, de ver, de viver;

Descortinar-se por dentro, após rasgar-se muitas vezes por inteiro.

Como um papel em branco, ver-se vazio.

Talvez o seu papel seja este

Esvaziar o ser humano.

Para que ele possa preencher-se novamente

De uma forma mais leve e menos dolorosa.

Compulsoriamente, a dor abre espaços para outras escolhas

Para que um dia colhas, inevitavelmente, o amor.

(Escrito em 11.05.20 – Lua Cheia)

Fotografia registrada por mim em Santo Antônio do Pinhal-SP, 2015.

6 comentários em “A dor

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